Portugal quer que Conselho de Segurança defina presença internacional em Timor-Leste

28 outubro 2011

Em entrevista à Rádio ONU, embaixador José Filipe Moraes Cabral manifesta expectativa de que seja decidido um formato que deve substituir a Missão Integrada das Nações Unidas no país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Portugal quer promover uma sessão de alto nível, no Conselho de Segurança, para abordar o formato da presença internacional em Timor-Leste.

A informação foi dada à Rádio ONU, em Nova Iorque, pelo embaixador português junto das Nações Unidas, José Filipe Moraes Cabral.

Mandato

Em Fevereiro, o órgão aprovou a presença da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste, Unmit, até 2012, ano que coincide com a realização de eleições das legislativas no país.

Moraes Cabral falava no âmbito da preparação de Portugal para assumir a presidência rotativa do órgão da ONU, a partir desta terça-feira, com o mandato de zelar pela manutenção da paz e segurança.

Relevância

“Tem uma especial relevância para os países de língua portuguesa porque é um debate sobre Timor-Leste. Trata-se, no fundo, de começar a pensar qual será o formato de uma nova missão, se for esse o caso, das Nações Unidas, que substitua à actual missão em Timor-Leste”, explicou.

De acordo com o embaixador, o tema deve ser colocado à discussão no dia 22 de Novembro.

Em ocasião anterior, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, destacou a necessidade da assessoria da Polícia das Nações Unidas, Unpol, à Polícia Nacional Timorense, Pntl, para além de 2012.

Durante o mês da presidência do Conselho, serão promovidas discussões a serem moderadas pelo presidente português Aníbal Cavaco Silva e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas.

 

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