Guiné-Bissau continuará a juntar Portugal e Brasil na ONU

19 outubro 2011

Interesse na estabilidade no país africano é  tido como um dos elos da parceria, quando Portugal se prepara para dirigir o Conselho de Segurança e o Brasil deve cessar do mandato no órgão da ONU.

Eleutério Guevane da Rádio ONU em Nova Iorque.

A Guiné-Bissau será tema da parceria Brasil-Portugal após cessação do mandato brasileiro  no Conselho de Segurança, disse o embaixador de Portugal José Filipe Moraes Cabral.

O país europeu prepara-se para assumir a presidência rotativa do órgão, em Novembro, após ter sido eleito membro não-permanente para o biénio 2011-12 . No final deste ano, o  Brasil deixa o Conselho de Segurança.

Instabilidade Política

Nos últimos anos, a Guiné-Bissau foi marcada pela instabilidade política, que culminou com o assassinato do então presidente João Bernardo Vieira em 2009. O Brasil preside a estratégia da ONU para a consolidação da paz no país de expressão portuguesa da África Ocidental.

O diplomata português disse à Radio ONU, em Nova Iorque, que temas como a Guiné-Bissau e Timor-Leste devem justificar a articulação entre os dois países.

Articulação

“Temos mantido com o Brasil, como é natural, uma estreita articulação com o no tratamento de diversas matérias.Questões como a Guiné-Bissau e Timor-Leste são, obviamente, questões às quais (interessam) o Brasil e Portugal no Conselho e segurança e fora dele. Mantemos em estas áreas uma coordenação. Não nos esqueçamos que o Brasil mantém a presidência da Configuração da PBC sobre a Guiné-Bissau. Temos mantido em todas estas áreas um contacto estreito e uma coordenação com o Brasil e continuaremos a mantê-la independentemente do facto de o Brasil já não estar, no ano que vem, no Conselho de Segurança”, explicou.

Durante a presidência portuguesa do Conselho de Segurança, Timor-Leste deve ser levado à debate para a discussão do formato da presença internacional que deve substituir a missão da ONU no país, Unmit, que no fim deste ano cessa o respectivo mandato.

Para José Filipe Moraes Cabral, o primeiro ano de Portugal no órgão foi de acção, participação e contribuição para estabelecer pontes e formar consensos.

 

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