Haiti continua com carências apesar de queda no número de desalojados
BR

3 outubro 2011

Subsecretária-geral de Assistência Humanitária visitou o país, na semana passada, e conversou com moradores de acampamentos que ainda não têm aonde ir, mais de um ano e meio após o terremoto.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

O número de deslocados internos no Haiti vivendo em acampamentos temporários caiu de 1,5 milhão para 600 mil. Mas segundo a ONU, a situação nos abrigos improvisados ainda é de carência, mais de um ano e meio após o terremoto de 2010 no país.

Na semana passada, a subsecretária-geral da ONU para Assistência Humanitária, Valerie Amos, esteve na ilha caribenha para uma visita de três dias.

Iluminação Fraca

Valerie Amos conversou com moradores do acampamento de Accra, que abriga 25,5 mil pessoas. Segundo ela, muitos residentes têm medo de ser expulsos do local por não ter para onde ir.

Algumas mulheres contaram à subsecretária-geral que têm medo de violência de gênero por causa das condições ruins de iluminação no local. Elas também reclamaram da falta de emprego.

De acordo com as Nações Unidas, atrasos no financiamento estão levando a uma redução no número de agências humanitárias no Haiti. Algumas delas atuam em áreas chaves como as de fornecimento de água e saneamento básico.

Muitas latrinas estão sendo despejadas a ceu aberto o que aumenta o risco de doenças contagiosas como o cólera.

A doença já matou mais de 6,3 mil pessoas no Haiti, e infectou cerca de 450 mil desde o início do surto em outubro passado.

*Apresentação: Leda Letra.

 

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