Ban aponta prioridades para solução da crise alimentar no Corno de África

9 setembro 2011

Em pronunciamento apresentado a chefes de Estado e de governo do Corno de África,  em Nairobi, Secretário-Geral pede intervenção dupla; crise afecta mais de 13 milhões de pessoas.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Esforços para a adaptação das vítimas e a redução do risco devem ser prioridades no combate à crise no Corno de África, aponta o Secretário-Geral da ONU. Mais de 13 milhões de pessoas estão afectadas pelos efeitos da pior seca na região em décadas.

O pronunciamento de Ban Ki-moon foi apresentado, esta sexta-feira, pela directora-geral da ONU no Quénia, Sahle-Work Zewde, na cimeira sobre a região, realizada na capital, Nairobi.

Chefes de Estado

O encontro, apoiado pelas Nações Unidas, Banco Mundial e a Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento, reuniu chefes de Estado e de governo do Corno de África.

O Secretário-Geral lembra que mecanismos e estruturas de apoio das populações foram devastados, e indica que a combinação do clima, conflitos e carência de recursos conduzem a um desfecho mortal.

Dupla Abordagem

Ban defendeu uma dupla abordagem - que consiste na resposta à crise humanitária, a longo prazo, aliada a esforços para garantir que as populações não estejam em risco devido à falta de chuvas.

A mensagem recomenda à Organização de Cooperação Islâmica que angarie fundos para a Somália, o país mais afectado. Este mês, a ONU realiza uma mini-cimeira sobre a crise no Corno de África à margem da Assembleia Geral em Nova Iorque.

Há duas semanas, a União Africana acolheu uma conferência de doadores, em Addis Abeba, para apoiar as vítimas da crise na região africana.

 

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