ONU vai investigar violações dos direitos humanos na Síria

23 agosto 2011

Angola, o único membro de língua portuguesa do Conselho de Direitos Humanos da ONU, absteve-se na votação; Nações Unidas  estimam número de mortes em pelo menos 2,2 mil desde o início dos protestos.

[caption id="attachment_203553" align="alignleft" width="350" caption="Conselho dos Direitos Humanos"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou, esta terça-feira, o envio de uma Comissão de Inquérito Internacional para investigar alegações de violações cometidas durante a repressão aos protestos antigovernamentais na Síria.

Segundo as Nações Unidas, pelo menos 2,2 mil pessoas morreram desde o início das manifestações contra o regime do presidente Bashar al-Assad, em meados de Março.

Condenação

A resolução aprovada na conclusão da sessão especial de dois dias sobre o país, em Genebra, condena as violações dos direitos humanos pelas autoridades sírias.

O órgão instou o governo sírio a pôr fim imediato às execuções arbitrárias, uso excessivo de força, detenções, tortura, perseguição e intimidação sistemática de manifestantes pacíficos. As autoridades negam ter cometido qualquer irregularidade.

Votos

Na votação, 33 Estados-membros declararam-se a favor da resolução, enquanto Rússia, Cuba, China e Equador votaram contra. Angola, o único membro de língua portuguesa do Conselho, absteve-se na votação.

Na sua intervenção como parte interessada, após a aprovação do documento, o representante da Síria em Genebra, disse lamentar o facto de esta ter sido o que considerou “100% política e não equilibrada.”

A China e a Rússia justificaram a sua oposição à resolução, defendendo que esta visava a remoção de um governo legítimo, não dá espaço para o diálogo e poderia ser usada para desestabilizar a Síria.

 

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