ONU pede acção internacional contra crise na Somália e no Corno de África

12 julho 2011

Perito aponta aumento dos preços alimentares, conflito somali e insegurança como causas de deslocamento das populações para a Etiópia, Quénia e Djibuti.

Eleutério Guevane, da rádio ONU, em Nova Iorque.

A comunidade internacional deve aumentar os esforços de apoio às vítimas da mais grave crise da actualidade na Somália, disse esta terça-feira o perito independente para os Direitos Humanos no país, Shamsul Bar.

O apelo, lançado em Genebra, foi secundado pelo perito especial da ONU para o direito à alimentação, Oliver de Schutter, que lembrou que 10 milhões de pessoas estão em risco de morrer à fome na região. O Quénia, a Etiópia, a Eritreia e o Sul do Sudão são apontados como estando em risco imediato devido à pior seca dos últimos 60 anos.

Insegurança

Bari, que recentemente visitou Mogadíscio e Nairobi, disse que o aumento dos preços alimentares, o conflito somali e a insegurança causaram o deslocamento das populações. Milhares procuraram abrigo na Etiópia, Quénia e Djibuti.

No fim da visita de cinco dias à Etiópia e Quénia, o alto comissário para refugiados, António Guterres também apelou para uma resposta internacional substancial, destacando que as condições dos recém-chegados e particularmente das crianças são motivo de preocupação.

Acampamentos

Entretanto, o Fundo da ONU para a Infância, Unicef, disse ocorrer a deterioração da situação nos acampamentos de refugiados, agravada pela situação crítica no seu exterior.

A agência aponta que o risco de mortes devido à malnutrição aumentou em 45% desde 2009. O número de pessoas desnutridas na Somália teve uma subida de 200%.

Uma campanha de vacinação será levada a cabo nos campos de refugiados pelo Unicef e Organização Mundial da Saúde, OMS. Espera-se que 214 mil menores sejam imunizados contra a pólio, sarampo e suplementados com Vitamina A.

 

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