Peritos dos direitos humanos confirmam estupros na RD Congo

1 julho 2011

De acordo com investigadores do Escritório da ONU para os Direitos Humanos, além do estupro de 121 pessoas ocorreram pilhagens e ‘actos cruéis e degradantes’ contra aldeões de Nyakele, na província do Kivu-Sul.

[caption id="attachment_200154" align="alignleft" width="350" caption="Campo de refugiados no Kivu-Sul"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Pelo menos 121 pessoas foram estupradaspor elementos do exército da República Democrática do Congo na província do Kivu-Sul,  em Junho,  anunciou o Escritório para os Direitos Humanos da ONU.

De acordo com informações apresentadas, esta sexta-feira, em conferência de imprensa, em Genebra, os actos teriam ocorrido entre 11 e 12 de Junho na aldeia de Nyakele, localizada numa área remota da província congolesa.

Investigadores

O informe dos investigadores, que há uma semana visitaram a área, indica que durante o ataque, soldados “pilharam e cometeram actos cruéis e degradantes contra a aldeia e seus habitantes.”

O porta-voz do Escritório da ONU para os Direitos Humanos, Rupert Colville, disse que os entrevistados pelo grupo incluiram médicos do centro de saúde local, funcionários administrativos, autoridades policiais e alegadas vítimas de violações dos direitos humanos, incluindo estupros.

Bens Pilhados

Segundo o porta-voz, as declarações indicam que além da violação de 121 mulheres, as tropas tomaram 157 cabras e pilharam dinheiro e ouro avaliados em aproximadamente 90 mil dólares. Segundo acrescentou, 13 aldeões foram alegadamente forçados a transportar os bens pilhados.

A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, considerou o incidente deplorável e acrescentou que “investigações futuras devem ser levadas a cabo para identificar os responsáveis.”

 

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