Produtores africanos querem aproveitar alta de preços do algodão

29 junho 2011

Encontro reúne especialistas, governantes e parceiros de desenvolvimento; de acordo com a Unctad, preços da matéria-prima atingiram mais do que o dobro nos últimos 20 anos.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

As condições de mercado são propícias para relançar a produção de algodão em África, afirma a Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, Unctad.

Um evento para revitalização do sector juntou especialistas, membros de governos e parceiros de desenvolvimento na capital do Benim, Cotonou. Em dois dias, foram abordadas as oportunidades do sector, quando se regista um “aumento da procura nos países desenvolvidos.”

Alta do preço

Uma nota da agência aponta que os preços do algodão atingiram mais do que o dobro nos últimos 20 anos. As previsões de procura dão indicações  favoráveis pelo facto de grande parte das economias em desenvolvimento apostarem em métodos como a bio-produção, que está em contínuo crescimento, na procura de meios para uma maior oferta de algodão e têxteis.

De acordo com os participantes, são necessários esforços conjuntos para ultrapassar obstáculos no percurso com vista à expansão da produção algodoeira “para a obtenção de maiores lucros pelos agricultores que devem beneficiar as economias africanas.”

Países Menos Avançados

Dos 53 países do continente, 27 são produtores de algodão. Destes, 20 fazem parte do grupo dos Países Menos Avançados.

A agência estima que a produção algodoeira envolve directa ou indirectamente 15 milhões de pessoas na África Ocidental e Oriental, onde é praticada de forma mais intensa. Em várias nações da sub-região, o algodão contribui com 30% a 60% para as  receitas.

 

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