Fome afecta mais de 10 milhões no Corno de África

28 junho 2011

Djibuti, Quénia, Somália e Uganda assolados pelas piores secas dos últimos 60 anos; ONU chama a atenção para insuficiência de fundos para operações humanitárias.

[caption id="attachment_199674" align="alignleft" width="350" caption="Civis na Etiópia"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 10 milhões de pessoas sofrem de graves carências alimentares no Corno de África, de acordo com as Nações Unidas. Cinco países da região incluindo o Djibuti, Quénia, Somália e Uganda estão a passar pelas piores secas dos últimos 60 anos.

As Nações Unidas indicam que a malnutrição infantil nas regiões afectadas mais do que duplicou, e que agravada pela tragédia combinada da guerra e seca “estava a conduzir à superlotação dos campos de refugiados por milhares de somalis em busca de refúgio na vizinha Quénia.”

Acesso aos alimentos

Elysabeth Byrs, do Escritório da ONU para Assistência Humanitária, Ocha, disse à Rádio ONU, em Genebra, que a capacidade das famílias de lidar com a seca estava a ser limitada pelo aumento do custo dos alimentos nos mercados locais.

De acordo com a porta-voz, como resultado da seca, estava a aumentar o número de somalis a deixar o seu país. Segundo acrescentou, todos os meses mais de 10 mil refugiados chegam ao Quénia e 5 mil na Etiópia. Byrs aponta que após vários dias de caminhada, as populações chegam cansadas, pouco saudáveis e desesperadamente carentes de água e comida.

Mortes

O Ocha alerta que quase metade das crianças dos campos de refugiados da Somália e Quénia são malnutridas e grande parte delas está a morrer.

De acordo com as Nações Unidas o financiamento para operações humanitárias no Corno de África não era suficiente e carece de apoio urgente para evitar a deterioração da situação.

 

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