Brasil participa de debate na OMC sobre taxa de câmbio
BR

9 junho 2011

País ressalta a valorização do real desde a recessão global, em 2008, e os impactos de oscilações cambiais sobre o comércio internacional; embaixador brasileiro na agência diz que tema merece ‘conversa franca’.

[caption id="attachment_197399" align="alignleft" width="350" caption="Debate sobre impacto das oscilações"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Brasil continua participando, na linha de frente, de um debate na Organização Mundial do Comércio, OMC, para examinar o impacto das oscilações da taxa de câmbio sobre as relações de comércio no mundo.

Um dos destaques é a questão da valorização do real desde o início da recessão global em 2008.

Reflexão

Para o governo brasileiro, é preciso promover uma reflexão aprofundada com a ajuda de peritos e especialistas em finanças internacionais para identificar os próximos passos da discussão.

O embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevêdo, falou à Rádio ONU de Genebra, que é hora de uma conversa franca sobre tema.

“Nós já estamos falando, há bastante tempo, que em função de medidas monetárias e fiscais adotadas em resposta à crise, que se deflagrou em 2008, as taxas cambiais dos principais atores internacionais, das moedas de referência no mundo, passaram a oscilar de uma maneira atípica. No caso específico do real, houve uma apreciação extraordinária. É a moeda hoje mais valorizada no mundo, isso tem um impacto muito forte sobre as relações de comércio.

Segundo analistas, a oscilação afeta diretamente as empresas brasileiras que exportam. Já as importadoras se beneficiam da valorização do real, uma vez que os cálculos são feitos em dólar americano. Vários itens da lista de importação como eletroeletrônicos, por exemplo, têm o preço estipulado pela moeda norte-americana.

 

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