Unesco debate o futuro dos livros na era digital

8 junho 2011

O segundo Fórum Mundial de Cultura e Indústrias Culturais promovido pela Unesco na cidade de Monza, na Itália, discute este ano o tema “O Livro Amanhã, o Futuro da Palavra Escrita”; Câmara Brasileira dos Livros acredita que ainda exista espaço no mercado nacional tanto para os títulos convencionais quanto para os digitais.

Daniela Gross, da Rádio ONU em Nova York.*

Especialistas encerram, nesta quarta-feira, em Monza, na Itália, um debate sobre o futuro dos livros em relação a nova mídia digital. O evento, de três dias, faz parte do segundo Fórum Mundial de Cultura e Indústrias Culturais promovido pela Unesco.

Entre os principais temas em foco estão questões como os direitos autorais na nova era de livros digitais, os possíveis efeitos desta mudança em termos de divisão entre as camadas sociais e as tendências dos mercados de publicação.

Curva de Crescimento

O mercado de livros digitais apresenta uma curva de crescimento constante. De acordo com a Associação Americana de Publicadores, AAP na sigla em inglês, a venda de livros digitais nos Estados Unidos cresceu mais de 202% em fevereiro deste ano em relação ao mesmo período do ano passado.

A presidente da Câmara Brasileira de Livros, Karine Gonçalves Pansa, disse à Rádio ONU, de São Paulo, que no Brasil, o mercado ainda é muito novo e que existe espaço tanto para os livros digitais quanto para os impressos.

Mercado Brasileiro

“Eu vejo o mercado brasileiro preocupado com esta nova realidade e também interessado em conhecer e se adaptar a este novo consumidor, a este novo modelo de negócios. Tudo ainda é muito novo, todas as discussões ainda estão sendo formadas, não existe um modelo padrão de contrato, de negociação”, disse.

Em relação ao futuro das bibliotecas e livrarias, ela acredita que estas terão que se adaptar aos novos consumidores. Em 2009, a venda de livros impressos pela internet representou apenas 2,25% das vendas totais no mercado brasileiro.

Livrarias e Bibliotecas

“Nós temos que estar onde o consumidor quer que o produto esteja. Você tendo um livro digital, as livrarias terão que apresentar o mesmo dentro de um site de venda. Mas no Brasil, ainda existem livrarias sendo abertas. Na nossa opinião, este é um mercado que vai viver harmoniosamente durante um tempo”, afirma ela.

Para a Câmara Brasileira de Livros, o Brasil ainda tem realidades muito diferentes de região para região em relação a tendência de consumo de livros. O mercado está mais evoluído nos grandes centros urbanos, mas nas áreas rurais, a realidade ainda é muito distante da era digital, incluindo o acesso à tecnologia nas escolas.

 

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