Embaixador na OMC diz que português facilita ganhos a países lusófonos
BR

6 junho 2011
Em entrevista à Rádio ONU, Roberto Azevêdo afirma que falar a língua comum traz dividendos para as negociações comerciais, e gera economia de tempo nos trâmites aduaneiros.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O embaixador do Brasil junto à Organização Mundial do Comércio, OMC, Roberto Azevêdo, afirmou que o fato de ter uma língua comum representa vantagens econômicas para os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.
Nesta entrevista à Rádio ONU, de Genebra, o embaixador afirmou que a língua portuguesa facilita as transações entre os países lusófonos.
Prestação de Serviços
“Evidentemente, falar a mesma língua é um instrumento de facilitação de comércio extraordinário, que vai por todas as áreas. Na área cultural, na prestação de serviços. O custo de transação entre os países que falam a mesma língua é muito menor. Até por uma questão de rotulagem, de trâmites aduaneiros, você não tem que se preocupar com tradução de documentos. Que há um impacto monetário, eu não tenho a menor dúvida”, disse.
O valor econômico da língua portuguesa tem sido objeto de estudos técnicos encomendados pelo governo português e demais países lusófonos.
Camões e Cervantes
No última dia 19, o Instituto Camões, com sede em Lisboa, realizou um seminário em parceria com o Instituto Cervantes, da Espanha, sobre o valor econômico da língua portuguesa e o conceito de economia criativa relacionado aos dois idiomas.
Segundo o governo de Portugal, o valor econômico do português, neste momento, representaria o equivalente a cerca de 17% do Produto Interno Bruto do país.

 

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