Relator frustrado com falta de acesso a soldado dos EUA (Português Brasil)

11 abril 2011

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O relator especial das Nações Unidas sobre Tortura, Juan E. Méndez, disse estar "frustrado" com a falta de acesso ao soldado americano, Bradley E. Manning. O militar está preso desde o ano passado, após ter sido acusado de passar informações secretas ao site de internet WikiLeaks.

Em comunicado, emitido em Genebra, Méndez disse que apesar de vários pedidos, o governo dos Estados Unidos não teria dado acesso sem monitoramento a Manning.

Confidencial

Parte do mandato do relator sobre tortura é obter acesso irrestrito a todos os lugares de detenção. Os encontros com ele são feitos de forma particular e confidencial e sem supervisão de qualquer natureza.

Méndez contou que começou a pedir uma visita ao soldado desde maio passado quando ele foi confinado a uma cela 23 horas por dia. O relator pediu às autoridades americanas que garantam a integridade física e mental do militar. Juan Méndez contou que após não receber nenhuma resposta do governo, ele decidiu contatar, diretamente, o quartel em Virgínia, onde Bradley Manning está preso, e foi informado de que o pedido seria encaminhado aos responsáveis.

Na sexta-feira passada, autoridades do Departamento da Defesa americano disseram que Bradley Manning poderia pedir para ver o relator caso desejasse uma "visita privada", que segundo Méndez é um encontro com a presença de policiais.

O relator da ONU disse que os Estados Unidos "estão prevaricando" sobre o seu pedido de visita, uma prática, que segundo ele, já foi usada em pelo menos 18 países nos últimos seis anos.

 

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