Banco Mundial quer combate à violência como parte de ajuda externa
BR

11 abril 2011

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

Um relatório do Banco Mundial sugere uma mudança radical na concessão de ajuda a países em conflito.

Segundo o estudo "Relatório sobre o Desenvolvimento Mundial de 2011", divulgado nesta segunda-feira, em Washington, cerca de 1,5 bilhão de pessoas vivem em constante violência política e criminosa.

Criação de Empregos

Para o órgão, a ajuda externa deve focar no fortalecimento de políticas públicas e da justiça, no combate à violência e criação de empregos, mais ainda que em educação e saúde.

O relatório cita o papel da comunidade internacional na resolução de conflitos passados como o de Moçambique, do Timor-Leste e da Irlanda do Norte.

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse que para "quebrar o ciclo de violência e suas consequências, os países precisam criar instituições mais legítimas para gerar segurança aos cidadãos, justiça e empregos."

Fora da Escola

Zoellick lembrou ainda que crianças que vivem em países frágeis têm o dobro de chance de serem subnutridas e o triplo de propensão a estarem fora da escola.

De acordo com os autores do estudo, um dos maiores problemas vistos em várias partes do mundo é o retorno aos conflitos. Cerca de 90% das guerras civis recentes ocorrem em países que passaram por uma guerra civil há 30 anos.

Os índices de pobreza são cerca de 20% mais altos em países atingidos por conflitos.

Desemprego

As consequências para gerações inteiras que crescem em meio à violência são citadas na pesquisa, que aborda também a violência urbana e de gangues. Como exemplo, o Banco Mundial menciona o caso da Guatemala, na América Central, onde o crime organizado está matando em média mais pessoas que a guerra civil da década de 80.

O relatório do Banco Mundial afirma que numa pesquisa com cidadãos dos países em conflito, o desemprego era o fator mais importante para que os jovens fossem recrutados por movimento rebeldes e por gangues criminosas.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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