Ocha alerta para aumento das vítimas da seca na África oriental (Português África)

31 março 2011

João Rosário, da Rádio ONU em Lisboa.

O Escritório das Nações Unidas de Assistência Humanitária, Ocha, revela que número de pessoas com necessidades de ajuda alimentar urgente na África oriental aumentou em dois milhões para quase 8,4 milhões de pessoas.

Segundo o Ocha, a seca continua a fustigar a região e a falta de chuva suficiente entre Outubro e Dezembro conduziu ao falhanço da campanha agrícola, à falta de reservas de água e a pesadas perdas de gado no Djibouti, Quénia, Etiópia, Somália e no Uganda.

Doenças

A situação é ainda pior por causa dos conflitos armados, falta de acesso às populações, preços altos dos alimentos e doenças entre as pessoas e gado.

A maior parte dos afectados são quenianos, que totalizam 1,2 milhão de pessoas a viverem em dificuldades.

Foram relatados surtos de doenças relacionadas com a seca entre o gado. Mais de 5 mil animais morreram em Marsabit, no Quénia, em Janeiro.

O Ocha apurou que mais de 10 mil pastores somalis atravessaram a fronteira para o Quénia, enquanto cerca de 30 mil cabeças de gado e 10 mil pastores quenianos emigraram para o Uganda

Conflitos e fome

As migrações transfronteiriças foram também relatadas do Quénia e da Somália para a Etiópia, o que está a conduzir ao aumento da competição pelos poucos recursos naturais da região e dando origem a potenciais conflitos com as comunidades locais.

Os níveis de má nutrição estão a subir. Um estudo realizado na região de Juda, no sul da Somália, revela que 30% dos residentes sofrem de fome. No Quénia, há registo de mais de 25% da população afectada também sofre de má nutrição.

 

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