Unesco condena mortes de repórteres no Iêmen e na Líbia
BR

28 março 2011

Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova York.*

A diretora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, Irina Bokova, reprovou de forma veemente a morte dos jornalistas Mohammed al-Nabbous, da Líbia, e Jamal Ahmed al-Sharabi, do Iêmen, neste mês.

Em nota, divulgada na sexta-feira, Bokova disse que "o trágico incidente que culminou na morte do jornalista líbio ocorreu enquanto ele exercia seu dever profissional de informar."

Atiradores

Mohammed al-Nabbous foi assassinado por franco atiradores em Benghazi, no leste da Líbia. Segundo relatos, ele foi vítima de um ataque à cidade por forças leais a Muammar Kadafi.

Ele é o segundo jornalista a ser morto na Líbia nas últimas duas semanas. Na semana passada, Ali-Hassan al-Jaber, um cameraman, da rede Al Jazeera, foi assassinado em uma aparente emboscada.

Iêmen

O repórter do Iêmen, Jamal Ahmed al-Sharabi, morreu quando cobria um protesto na capital do país, Sanaa. Ele foi assassinado a tiros por homens que abriram fogo contra os manifestantes. Bokova disse que é responsabilidade das autoridades do país investigar a morte do repórter e levar os culpados à justiça.

A Unesco é a agência da ONU responsável por defender a liberdade de expressão e de imprensa.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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